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sexta-feira, 4 de junho de 2010

O grande de Guimarães

As discussões sobre o quarto grande do futebol português sempre foram intermináveis, não sendo possível chegar a um consenso. Primeiro, dizia-se que era o Belenenses. Afinal, era o clube que conseguira ser campeão nacional, à parte os três habituais vencedores, Benfica, Sporting e FC Porto. Depois, o Boavista também ganhou um campeonato, e logo apareceu quem o considerasse o novo quarto grande. Entretanto, sabe-se o que aconteceu ao Boavista. Crise financeira, descida de divisão, e um quase total ocaso nos grandes momentos desportivos. Nas épocas mais recentes, surgiu o Sp. Braga, a intrometer-se no reinado dos três grandes no futebol profissional. Tenho para mim que estes brilhos mais mediáticos, sendo sinónimo de um bom momento de um determinado clube, não traduzem necessariamente uma grandeza como a que transporta a designação de "quarto grande". Para isto, parece-me mais lógico considerar o trabalho local, de formação, baseado em estruturas sólidas, como é o que está a fazer o V. Guimarães, que esta época conseguiu uma proeza inédita: apurou para as fases finais, de disputa do título, as suas equipas de iniciados, juvenis e juniores! O que faz enfrentando os inevitáveis Benfica, Sporting e FC Porto. Isto, sim, é sinónimo de grandeza, pois é resultado de um trabalho coerente, seguro, que atravessa todos os escalões, e que só é possível com uma boa estrutura, um gabinete de prospecção ao nível dos melhores e uma capacidade de dinamização, a nível regional, que prova a implantação popular do clube. O V. Guimarães é um bom exemplo de como se pode ser grande sem ganhar titulos.

Autor: JOAQUIM SEMEANO

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Ana Lopes

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Este trabalho vai pra tela! Encomedado!